Dados Biográficos


Jussara Farias de Mattos Salazar nasceu em Recife, Pernambuco, em 1959, e vive em Curitiba desde 1985. Escritora, artista visual, tradutora e designer gráfica, dedica-se principalmente à poesia, articulando em sua produção literária pesquisa estética, memória, oralidade e manifestações da cultura popular.
Graduou-se em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concluiu mestrado em Estudos Literários na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutorado em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Sua trajetória reúne literatura, artes visuais, tradução e atividade editorial. Participou da concepção, edição e projeto gráfico da revista de literatura e arte Et Cetera e da edição da revista eletrônica LaGioconda7. Desenvolveu também livros-objeto e edições artesanais em pequenas tiragens.
Na poesia, publicou, entre outros títulos, Inscritos da casa de Alice (1999), O Baobá: poemas de Leticia Volpi (2002), Natália (2004), Coraurissonoros (2008), Carpideiras (2011), Fia (2016), Corpo de peixe em arabesco (2019), O dia em que fui Santa Joana dos Matadouros (2020) e Bugra: salobra noturna (2021). Parte de sua produção resulta de pesquisas sobre memória, oralidade, práticas religiosas e manifestações da cultura popular, incluindo cantorias, rezas, carpideiras e rendeiras.
Carpideiras foi contemplado pela Bolsa Funarte de Criação Literária e posteriormente finalista do Prêmio Portugal Telecom. O dia em que fui Santa Joana dos Matadouros foi premiado no Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura e chegou à final do Prêmio Jabuti.
