Dados Biográficos

Walkyria Maia Novais nasceu em Curitiba, Paraná, em 13 de janeiro de 1973, cidade onde vive e desenvolve sua trajetória artística e literária. É escritora, artista visual, pesquisadora e gestora cultural, com atuação marcada pelas relações entre escrita, artes visuais, fotografia experimental, memória, ancestralidade e paisagem.

Graduou-se em Comunicação Social – Relações Públicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1995, e em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2003. Possui especialização em Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), concluída em 2004; especialização em História da Arte e Curadoria pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em 2020; e especialização em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado pelo SENAC-SP, concluída em 2024. Em 2016, concluiu o curso técnico em Produção de Áudio e Vídeo pelo Colégio Estadual do Paraná.

Sua trajetória nas artes visuais reúne exposições individuais e coletivas, participação em salões e projetos de curadoria. Entre as exposições individuais destacam-se De Mim Fugiam Pássaros (2004), Fêmina (2005 e 2006), Divindades (2009) e Orikis Um Chamado Nagô (2010). Integra o Coletivo Ero Ere e participou de mostras dedicadas à produção de artistas negras, entre elas Ero Ere: Negras Conexões (2019).

Na literatura, sua escrita articula memória, território, ancestralidade e cosmopercepção e mantém estreito diálogo com sua produção visual. Em 2024, publicou poemas e fragmento de romance nos volumes Poemas e Fragmentos de romances, integrantes do projeto Ampliando Horizontes: Poesia e Ficção – Ano 3. Desenvolve também livros de artista, entre eles Quando se planta a paisagem e Do fundo da gaveta, nos quais a linguagem verbal participa da construção plástica da obra.

Sua produção intelectual inclui artigos sobre arte e cultura publicados na revista Apreciando, da Universidade Federal de Santa Maria, a monografia Tempo da Dor: maternidade e memória afetiva na criação artística (2004) e textos críticos publicados no livro ComoVer (2017), de Luiz Rettamozo. Em 2005, recebeu Menção Honrosa na II Mostra de Artes Unimed, em Ponta Grossa.