Dados biográficos

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Margarita Wasserman nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1927, e faleceu em Curitiba, Paraná, em 19 de maio de 2021, aos 94 anos. Brasileira naturalizada, mudou-se com a família para Curitiba aos dois anos de idade, cidade em que viveu desde a infância e que se tornou uma das principais referências de sua produção literária.

Estudou no Instituto de Educação do Paraná. Antes de dedicar-se sistematicamente à literatura, exerceu diferentes atividades e iniciou sua trajetória como escritora já na maturidade, por volta dos 65 anos. O incentivo de escritores de seu convívio, entre eles Dalton Trevisan, contribuiu para que passasse a publicar textos que até então permaneciam sobretudo no âmbito privado. Sua estreia em livro ocorreu em 1995, seguindo-se uma produção de mais de quinze títulos, entre prosa e poesia.

Sua escrita caracteriza-se especialmente pela recuperação da memória individual e coletiva, pelas cenas do cotidiano e pelas transformações urbanas de Curitiba. Lembranças da infância, relações familiares, envelhecimento, vida cotidiana, personagens da cidade e mudanças nos espaços urbanos constituem temas recorrentes em seus contos e crônicas. A experiência epistolar também teve importância em sua formação como escritora: durante a década de 1970, manteve intensa correspondência com as filhas que viviam no exterior, prática que contribuiu para o desenvolvimento de sua escrita memorialística e narrativa.

Participou ativamente da vida literária e cultural paranaense. Foi membro fundador da Associação Paranaense dos Autores Independentes e integrou o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, além de ter participado de outras entidades e iniciativas culturais. Colaborou regularmente com a imprensa, publicando crônicas e outros textos em periódicos paranaenses, entre eles a Gazeta do Povo e O Estado do Paraná, bem como no Boletim do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Sua trajetória literária, iniciada tardiamente, consolidou-se especialmente pela representação memorialística de Curitiba e pela observação do cotidiano, articulando experiência pessoal, memória urbana, humor e reflexão social.