Dados biográficos

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Karen Debértolis (1969) é escritora, jornalista e mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), título obtido em 2002. Graduou-se em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1991. Sua trajetória literária desenvolve-se principalmente no campo da poesia e da prosa poética, em diálogo continuado com outras linguagens artísticas, como música, fotografia, performance e audiovisual.

Estreou em livro com Calidoscópio, em 1995, e, desde então, publicou sua produção em livros, jornais, revistas literárias e antologias. Seus textos circularam em periódicos como Nicolau, Medusa, Bólide, Coiote, Suplemento de Minas e Cândido. Ao longo de sua trajetória, a experimentação com diferentes formas de realização e circulação da palavra tornou-se uma vertente de sua produção, aproximando sua escrita das práticas da poesia sonora, do spoken word e do que a própria autora identifica como literatura ou poesia expandida.

Essa dimensão ganhou expressão no projeto A Mulher das Palavras, iniciado na década de 2000 e materializado, em 2009, em álbum de spoken word realizado em parceria com o músico Bruno Morais. O trabalho desdobrou-se em performance poético-musical, com apresentações em festivais e eventos literários e artísticos. O videopoema Manhãs, vinculado ao projeto, obteve o quarto lugar no Prêmio Internacional de Poesia em Vídeo da Fliporto, em 2010, e, no ano seguinte, A Mulher das Palavras recebeu o Prêmio Trem das Onze, concedido pela Rádio Universidade FM, da Universidade Estadual de Londrina. O projeto permaneceu como uma vertente de sua atuação artística e voltou a ser apresentado em 2026, em formato de leitura performática acompanhada por banda, na programação do Sesc Mulheres.

A investigação das relações entre literatura e outras linguagens prosseguiu em trabalhos recentes. Em 2023, o audiopoema Qual Futuro? integrou a exposição Imagens para o Futuro, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP). Posteriormente, o trabalho também foi apresentado no Ceará. Outra produção dessa vertente é Amazônia, concebida como trabalho poético em diálogo com o audiovisual e apresentada em espaço imersivo do Sesc Londrina Cadeião. Em sua produção recente, esses trabalhos evidenciam a continuidade de uma pesquisa voltada às possibilidades de expansão da palavra literária para além da página.

Sua atuação inclui ainda projetos de circulação literária no Brasil e no exterior. Participou dos circuitos Arte da Palavra, promovidos pelo Sesc em 2018 e 2019; integrou, em 2017, a programação brasileira da Radio Documenta 14, vinculada à Documenta de Kassel, na Alemanha; e participou, em 2022, da Residência Atelier Poético da Organização dos Estados Ibero-americanos. Em 2025, publicou Para alguém escutar no futuro, livro que reúne poemas e prosas poéticas produzidos ao longo de três décadas e incorpora textos anteriormente veiculados também em revistas, internet e videopoemas.

Ao longo de sua trajetória, recebeu reconhecimentos relacionados à produção literária e cultural. Em 1994, recebeu o Prêmio Revelações do jornal Nicolau, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Em 2018, foi finalista da Residência Literária do Sesc Santa Catarina e, em 2020, recebeu o Prêmio Jornada em Reconhecimento à Trajetória, da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Paraná.