Dados Biográficos

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Graciette Salmon (1903–1986) nasceu e viveu em Curitiba-PR. Formou-se contadora pelo Instituto Comercial de Curitiba e trabalhou como funcionária bancária, conciliando a atividade profissional com uma trajetória amplamente dedicada à literatura e à imprensa.

Poeta, cronista e ensaísta, publicou extensa produção literária ao longo de mais de três décadas. Estreou em livro com O que ficou do sonho (1947), ao qual se seguiram títulos como Caminhos de ontem (1953), A vida por dentro (1956), Enquanto houver caminho (1958), Dona vida (1964), Pássaro perdido (1967), Estrela sozinha (1969), Vitral iluminado (1971) e Ciranda (1982), além do volume de crônicas Cantinho de poesia (1964). Sua produção caracteriza-se especialmente pelo lirismo e pela expressão subjetiva, estendendo procedimentos da linguagem poética também à prosa.

Teve presença constante na imprensa, colaborando com poemas, crônicas e outros textos em periódicos como O Malho, Diário da Manhã, Correio do Paraná, Marinha, Leia-me, entre outros jornais e revistas brasileiros e estrangeiros. Sua produção alcançou circulação para além do Paraná, com presença também em publicações da Argentina, da América Central e de Portugal.

Participou ativamente da vida literária paranaense. Ingressou no Centro de Letras do Paraná em 1944, integrou a Academia Paranaense de Poetas e, em 1970, participou da fundação da Academia Feminina de Letras do Paraná. Sua produção recebeu reconhecimento institucional, destacando-se a premiação de Enquanto houver caminho pelo Centro de Letras do Paraná.

Sua trajetória e sua obra foram posteriormente objeto de recuperação biográfica e crítica, com destaque para estudos dedicados especificamente à escritora. Sua permanência na memória literária do estado evidencia-se também na presença de sua produção em antologias da poesia paranaense e em iniciativas contemporâneas de divulgação e estudo da literatura produzida no Paraná.