Dados Biográficos

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Giovana Madalosso nasceu em Curitiba, Paraná, em 1975. É graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atuou profissionalmente como redatora publicitária. Escritora, jornalista e roteirista, estabeleceu-se em São Paulo e é colunista da Folha de S.Paulo.

Estreou na literatura em 2016, aos 41 anos, com A teta racional, livro de contos que aborda, entre outros temas, maternidade, relações afetivas e experiências femininas na vida adulta e que foi finalista do Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional. Em 2018, publicou seu primeiro romance, Tudo pode ser roubado, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e posteriormente vencedor, em Portugal, do Prémio Literário Manuel de Boaventura.

Em 2020, publicou Suíte Tóquio, romance centrado nas relações entre maternidade, trabalho doméstico, desigualdade social e afetos. A obra foi finalista do 63º Prêmio Jabuti, na categoria Romance Literário, e alcançou circulação internacional por meio de traduções e edições em diferentes países. Em 2025, sua edição em língua inglesa foi incluída pelo The New York Times entre os 100 livros notáveis do ano.

Sua atuação no campo literário compreende também iniciativas voltadas à visibilidade da autoria feminina. É uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras, criado a partir de uma mobilização realizada em São Paulo, em 2022, que posteriormente se expandiu para diferentes cidades brasileiras e para o exterior.

Em 2024, estreou na literatura infantil com Altos e baixos, obra que recebeu, no ano seguinte, o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2025, publicou o romance Batida só, pela Todavia, e tomou posse na Academia Paranaense de Letras, ocupando a cadeira nº 24.

Sua trajetória articula literatura, jornalismo e roteiro, com produção ficcional marcada por questões relacionadas às experiências femininas, às relações familiares e afetivas e às desigualdades sociais.