Dados Biográficos

Georgine Catherine Eugénie Léonard Mongruel (1861–1953) nasceu em Charleroi, Bélgica, e radicou-se no Brasil ainda no final do século XIX. Diplomou-se pela Escola de Música e Belas Artes de Paris, em 1882, e formou-se em Matemática e Humanidades pela Universidade de Mons, Bélgica, em 1885. Depois de residir em São Paulo, estabeleceu-se em Curitiba-PR, onde desenvolveu parte significativa de sua trajetória intelectual, artística, literária e educacional. Em 1922, transferiu-se para o Rio de Janeiro, mantendo suas atividades de ensino e sua vinculação com os meios culturais.
Poeta, cronista, memorialista e crítica de arte, participou ativamente da imprensa e da vida literária paranaense. Colaborou com poesias, crônicas, textos memorialísticos, artigos e crítica de arte em jornais e revistas como Fanal, A Notícia, Diário da Tarde, Almanaque do Paraná, O Olho da Rua, O Cenáculo, Victrix, Escrínio e Fon-Fon, além de manter correspondência com periódicos brasileiros e estrangeiros. Atuou também como redatora do Moniteur Universel, de Bruxelas, e do Mercure de France. Entre suas obras individuais estão Sous le charme (1947) e Avril éternel renouveau (1952).
Sua inserção no ambiente intelectual curitibano articulou literatura, imprensa, educação, música e artes visuais. Lecionou desenho, pintura, canto e música e atuou em instituições de ensino, entre elas a Escola de Belas Artes e a Escola Americana. Em textos publicados na imprensa paranaense, também se dedicou a questões relacionadas à educação e à formação de professores. Em 1916, fundou o Colégio Paranaense, em Curitiba.
Participou de importantes espaços associativos da vida intelectual do Paraná. Foi presidente de honra do Instituto Neo-Pitagórico, sócia correspondente da Academia de Letras José de Alencar e membro fundadora do Centro de Letras do Paraná. É patrona da Cadeira nº 5 da Academia Feminina de Letras do Paraná. Sua presença nos círculos literários curitibanos é evidenciada também pelas relações estabelecidas com escritores do período, entre eles Emiliano Perneta.
Em 1950, em Paris, recebeu a Médaille Civile Nationale Française, em reconhecimento à sua atuação no exterior.
