Fragmentos da obra
Resedá
I
Da semente
a flor branca,
azul e rosa,
formosa
e luminosa
do amor;
no bico
do colibri,
a seiva
que assim
bebida
nutrida,
e roubada
do beija-flor.
II
Natureza mãe
decanta o canto
que canta
o sabiá:
os pardais
em sinfonia,
desfolham
as pétalas,
ao sorverem
o mel da flor
azul e rosa
formosa
e luminosa
do amor.
Ciranda da cor
I
O tempo pareceu parar.
No céu uma ciranda de
cores a dançar. Suaves
nuances, a bailar,
rodar, em tons pastéis,
do rosa ao azul lilás, no compasso
lento, da canção de ninar.
No quebra mar, brancas espumas,
o mar, macio, em sussurro
a acalentar, o dia que lá se vai.
O sol, a esconder-se por trás da serra,
verde escuro, fino contorno, traçado
na mais perfeita forma,
o rubi, reluz neste cenário.
II
Lá vêm elas, a cantarolar, piando
ao revirar, as asas, brincam,
gaivotas, mergulhões, aves
de muitas penas, tão serenas,
quase a dormitar, a ninar a noite,
no horizonte, a despontar.
A lua cheia e branca, prateia
as águas frias do mar.
Ao Criador, a orar, uma prece.
Ele no céu, faz surgir um piercing
brilhante, piscante, o planeta
Vênus, a enfeitar o céu da noite,
a despertar o olhar, que deste
sonhar, não é preciso acordar
