Dados biográficos

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Edra Ferreira de Moraes, conhecida literariamente como Edra Moraes, nasceu em Londrina, Paraná, em 27 de janeiro de 1964, e é radicada em Curitiba. Escritora, multiartista e produtora cultural, desenvolve uma trajetória marcada pela articulação entre literatura, artes visuais, performance, instalação e videoarte.

Sua produção literária transita pela poesia e pela narrativa curta, incorporando também formas experimentais, como o livro-objeto. Sua estreia em livro ocorreu no projeto Tríade, que reuniu três poetas e três obras: A palavra é, de Beatriz Bajo; Todas as mulheres em mim, de Célia Musilli; e Da divina, da humana, da profana, de Edra Moraes. Posteriormente, publicou Para ler enquanto escolhe feijão, Dispneia Distópica (2022), seu primeiro livro de contos, Serei Breve (2023), reunião de mininarrativas, As Lavadeiras (2024), livro-objeto realizado em colaboração com a artista Dani Chineider, e Sem alarde, os poemas sangram (2025).

Sua criação caracteriza-se pela expansão da palavra literária para outros suportes e linguagens. Em instalações como As Lavadeiras e Condomínio da Paixão, articula poesia e artes visuais para abordar questões relacionadas à memória, ao corpo, às experiências femininas, às relações de classe e às diferentes formas de violência contra as mulheres. Desenvolve também trabalhos em videopoesia, performance e intervenções artísticas.

Atua na produção e articulação cultural paranaense, com participação em coletivos e iniciativas voltados à literatura e à economia criativa. Integra o Coletivo Marianas e é idealizadora do Movimento Londrina Criativa, além de desenvolver atividades de produção cultural, oficinas, mediação e circulação literária.

Ao longo de sua trajetória, recebeu diferentes reconhecimentos e incentivos à criação, entre eles a Bolsa de Criação Literária da Fundação Biblioteca Nacional, em 2016, vinculada a Para ler enquanto escolhe feijão, posteriormente traduzido para o espanhol e publicado na Argentina, em 2023. Foi também contemplada com o Prêmio Obras Literárias Digitais 2020, o Prêmio Memorial Vivência – Literatura, Livro e Leitura, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), o Cultura nas Redes 2020 e o FCC Digital 2020.

Em 2024, publicou As Lavadeiras, projeto viabilizado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), com patrocínio da Copel. Em 2025, Sem alarde, os poemas sangram, publicado pela Editora Polifonia, foi finalista do Prêmio Escritoras Brasileiras. No mesmo ano, realizou residência artística no Laboratório de Actividades Criativas (LAC), em Lagos, Portugal, ampliando a dimensão internacional de sua produção multidisciplinar.