Fragmento de Obra
Mais Que Um Sonho
— Eu não sei. Estou confusa, com vontade de chorar, estou me sentindo estranha. Sabe o garoto com quem eu esbarrei ontem? — respondeu Sabrina, chorando.
— Sei, o que tem ele?
— Ele é da minha sala. E está andando com a Larissa.
— Essa não perde tempo mesmo, hein! — Naty deu um soquinho no ombro de Sabrina.
— Ele é muito metido. Você viu como ele falou comigo, todo cheio de si? Já se deu bem com a sala toda. E toda vez que ele fala comigo, eu entro em pânico, sempre faço algo errado e acabo brigando com ele.
— Calma! Para que esse estresse todo? Você está a fim dele, é isso! Pronto, acabou. Ele é lindo, te deixou confusa, e é o primeiro garoto que você gosta. Normalmente isso acontece. E ele está com a Larissa, que é sua inimiga mortal — ela riu —, e você se mudou para cá e está se sentindo sozinha. Nossa, eu sou muito boa, acho que vou fazer psicologia. E você só o vê no colégio; logo isso passa, não se preocupe. Não acredito que vim aqui por isso. — Naty levantou-se e começou a admirar o quarto.
Sabrina também se levantou.
— Nossa, sua casa é muito maneira. Por que você está indo para a janela? — perguntou Naty.
— Porque ele mora ali — disse Sabrina, apontando para a casa da frente.
— Não brinca! Ele é seu vizinho, que sorte! — disse Naty, surpresa.
— Para, estou falando sério! — Sabrina respondeu, brava.
— É só um garoto, não é o fim do mundo. Para de reclamar, aproveita a oportunidade. Se você gosta dele, vai lá e fala. Tome coragem uma vez na vida.
— Você está doida, ele é como um sonho e lindo. E eu não gosto dele, nem conheço o garoto.
- GUSMÃO REIS, Tatiane. Mais que um sonho, p. 242.
