Fragmentos
Pássaro de ferro
Louvores
os inventores a que hoje são prestados,
se ver pudessem, se ouvir sentissem...
Talvez mais glória, os antepassados,
de louro, em folhas se valor cingissem.
Os homens morrem e seus nomes vivem;
nem é o tempo que consome humanos!
Na lei inversa, feitos seus persistem,
à proporção em que se arredam anos!
ó viandante que hoje sulca o espaço,
sondando os ares, estreitando amigos,
goza conforto sem sentir cansaço!
Rende teu preito ao grande brasileiro,
que inventou um pássaro de ferro
e premiou, também, o mundo inteiro!
Benedize
dedicado ao exímio pintor Theodoro de Bona
Com pincéis, retratando a natureza,
em suas múltiplas cores, tão vivazes,
deslizado, na tela, com leveza,
as tuas mãos que a tanto são capazes...
Olha, é lince, que a ti vai ressaltando
o que há de mais belo neste mundo !
São teus olhos, as lentes desvendando
e vais n'alma criando amor profundo...
Amor à arte, ao belo e ao rincão
que era se orgulhar de te ver na lida
a imitá-lo com grande perfeição !
Bendize, ó Ser, a quem te deu a vida !
Bendize ao Astro que te estende a mão
a iluminar-te a senda prometida !
