Dados biográficos

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Marilia Aiko Kubota, conhecida literariamente como Marilia Kubota, nasceu em Paranaguá-PR, em 1964. Jornalista, poeta, cronista, pesquisadora e agente cultural, graduou-se em Comunicação Social – Jornalismo e é mestra em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde desenvolveu pesquisa sobre as narrativas de temática japonesa de Valêncio Xavier.

Atuou profissionalmente no jornalismo, com passagem por veículos da imprensa paranaense e nacional e pela imprensa nipo-brasileira. Paralelamente, desenvolveu trajetória literária como poeta e cronista, publicando também textos de ficção em periódicos e coletâneas. Em 1991, recebeu o Prêmio Revelação do jornal Nicolau.

Sua produção em livro iniciou-se com Selva de sentidos (2008), ao qual se seguiram, entre outros títulos, Esperando as bárbaras (2012), micrópolis (2014), Diário da vertigem (2016), Bicicletas caiçaras (2020), Eu também sou brasileira (2020), Velas ao vento (2020), Que o só levante (2023) e A voz dos ares (2023), este último em coautoria com Maria Valéria Rezende. Sua escrita aborda, entre outros temas, identidade, ancestralidade, diáspora e experiência nipo-brasileira, memória, cotidiano e questões relacionadas às mulheres.

Além da produção autoral, atua na mediação e promoção da literatura, tendo desenvolvido oficinas de criação literária e atividades de curadoria e organização editorial. Organizou ou realizou a curadoria de coletâneas como Retratos japoneses no Brasil – Literatura mestiça (2010), Blasfêmeas: mulheres de palavra (2016) e Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco (2018). Sua produção integra coletâneas e publicações no Brasil e no exterior.