Dados biográficos


Maria Arlene de Lima (São Sebastião do Paraíso-MG, 16 de julho de 1937 – Maringá-PR, 9 de janeiro de 2025) foi escritora e trovadora. Filha do poeta Ary de Lima, autor da letra do Hino a Maringá, transferiu-se para Maringá em 1952, aos 15 anos, cidade onde desenvolveu sua trajetória social, política e literária.
Em 1965, fundou o Lar Betânia de Maringá, instituição dedicada ao acolhimento de crianças e adolescentes, que presidiu por 29 anos, até 1993. Entre 1993 e 1996, atuou na Assessoria de Projetos Especiais da Prefeitura de Maringá, desenvolvendo ações nas áreas de habitação, terceira idade e assistência social. Exerceu também mandato de vereadora de Maringá entre 1997 e 2000, durante a 11ª Legislatura, integrando a Mesa Executiva como segunda-secretária.
Na literatura, dedicou-se especialmente à trova e à prosa de caráter memorialístico. Ingressou na União Brasileira de Trovadores – Seção Maringá em 1970, instituição à qual permaneceu vinculada por mais de cinco décadas. Publicou sete livros, entre eles Vida que ensina a viver (1988), Estrelas do meu chão (1998), Estrelas do meu caminho (1999), Flores que cultivei (1999), Estreia (2002), Pérolas da alma (2003) e Mosaico de ternuras (2004).
Foi uma das fundadoras da Academia de Letras de Maringá, na qual ocupou a Cadeira nº 15, de patrono Fagundes Varela. Sua trajetória reuniu atuação literária, participação na vida cultural maringaense e trabalho voltado à assistência social e à infância.
