Dados Biográficos

Florentina vitel.jpg

Florentina Vitel (1893–1980), também registrada em fontes históricas como Florentina Vitel de Macedo, nasceu em Curitiba-PR, onde viveu grande parte de sua vida. Diplomou-se professora normalista aos dezesseis anos e exerceu o magistério público em Campo Largo, Ponta Grossa e Curitiba. Em 1941, graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), sendo a única mulher de sua turma.

Poeta, prosadora e articulista, participou ativamente da vida literária e intelectual paranaense ao longo do século XX. Publicou textos em prosa e verso em numerosos jornais e revistas, sobretudo paranaenses, entre eles A Escola, Pátria e Lar, Club Curitibano, O Rio Negrense, Myrto e Acácia, Brasil Cívico, Luz de Crótona, Diário dos Campos, Diário da Tarde, O Dia, A Lâmpada, Sírius, Hiléia, Diário da Manhã, Diário da Noite, Eco Literário, A Palavra, Jornal dos Poetas, Correio do Paraná e O Paraná em Revista. Assinava com seu próprio nome e também utilizava os pseudônimos Platão e Flora. Sua produção literária compreende poesia e prosa e contempla questões sociais, o direito à educação e a emancipação feminina, além do cultivo da trova. Entre suas obras estão Alma triste (1953) e Reviver (1972), esta última publicada na coleção Poetas do Paraná.

Sua atuação intelectual articulou literatura, educação e defesa dos direitos das mulheres. Tornou-se a primeira mulher paranaense candidata a deputada estadual, pela Coligação Nacional Pró-Estado Leigo, e participou de conferências, reuniões científico-culturais e diferentes espaços associativos. Integrou o Instituto Neo-Pitagórico, a Academia de Letras José de Alencar, o Centro de Letras do Paraná, o Centro Paranaense Feminino de Letras, as Lojas Teosóficas Nova Crótona e Ísis, a Academia Internacional Americana, os Pen Clubes do Brasil e do Paraná e a União Brasileira de Trovadores. Em 1970, esteve entre as participantes da reunião de fundação da Academia Feminina de Letras do Paraná, instituição na qual ocupou a Cadeira nº 10.

Sua trajetória e sua produção foram recuperadas pela historiografia da literatura de autoria feminina brasileira, destacando-se o estudo de Luísa Cristina dos Santos Fontes publicado no terceiro volume de Escritoras brasileiras do século XIX, organizado por Zahidé Lupinacci Muzart.